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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Vertigem

Vertigem dá lugar a desilusão
e fecha-se o coração.
Esfola quando são os outros
Arde quando vem dos nossos.

A mentira da vida
é o pronuncio da morte.
Sobriedade psicótica
julgo não existir.

Luz, dêem-lhes luz
chega de vinho nos pensamentos
chega de não sentir,
reine a lucidez!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Desilusão é o fim.
O sonho dura até ao deitar.
A desilusão vai perdurar,
é uma cicatriz impossível de apagar.

Inexplicável não é,
mas sendo impossível de compreender,
torna-se sufocante relembrar.
A verdade desvanece no teu olhar.

A transformação é um enigma,
a realidade passa a mentira sem pesar.
As memórias destruídas,
trazem frio, de um local a decifrar.

E agora qual a salvação?
Fico com a marca na mão,
a imaginar o dia que está para vir,
o dia de pedir perdão.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Solta

Eu sou só um actor,
para então ser feliz
na vida que corre a negro
de todo o mal que te fiz.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Quando um cigarro não chega


Quando um cigarro não chega
E o copo se esvazia,
Sobra uma nuvem mágica,
De paixão e solidão.

Sonhos, é do que falo
São problemas adiados.
Fossem presente e não futuro,
E estaria o deserto atravessado.

Os trenós que vêm do polo,
Não trazem senão noites nubladas,
E os cães que tais trenós puxam,
Choram logo que param de trabalhar.

Quando um cigarro não chega
E um copo se esvazia
É hora de acordar,
Hora de voltar a sonhar.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Noite de morte

Sinto que passas por mim
mesmo se eu me afastar.
Choro então, por ti
ao lado do teu irmão mar.

Procuro na noite da morte
uma solução perdida.
Viajo na minha cabeça
tenho de conseguir sair dela.

Cheira a flores de primavera,
o peito aquece por dentro.
Chamam a isto fraquejar?
Eu prefiro continuar a acreditar.

Sei que precisas de mim
para o sorriso chegar.
Escrevo o olhar do pensamento,
sonhando que vai resultar.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Peão na civilização

Complicar para embelezar
a vida da incerteza.
Um verde que é parque
serve para me abrigar.

Música é lanterna,
que ilumina o caminho a seguir.
Mas não tem letra,
tem o luar.

Perdido na civilização,
achei-me no mato.
Será este o meu destino?
Sou aqui mero peão?

Não tem cura, mas tem solução:
apagar tudo do passado,
viver com mais emoção.
Não é nisto que tenho acreditado.