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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Blind


I’ve been blind from the smoke you left
In the shadow I can still see your moves
I feel the beam of the sunset hurting my skin
and I hear your voice though you left long ago.

I’ll only leave you for the summertime
It’s better to let the rain comes along.
Fear and emptiness may be felt
But there’s no way I will beg once again.

Now I got to go away from this place
And isolate myself in the windy sea
There’s no time to ramble any more,
And that’s when its calling me back home.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Confessions

Confessions I make
wondering if the sea can hear me.
So far the sound of the waves
was the only answer I had.

The moon shadow stares at me
just until I finish my story.
After that she leave me alone
with no light to guide me.

Hopefully the old wind is finally here
bringing nothing but it's music,
and this is enough to wait for another day.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Hope

I've found hope in your eyes
so intense and so pure
that I found myself digging waves
looking for a telegraph written in walls.

The weight of the wind moved me
across the water through land.
Panic I see, there's destruction everywhere.

But finally I've found home
in your hair, in your smile.
That is the power of a dream.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

The boat of hope


The light brings me hope,
Upon a sky with dark lines
Drawn in a shadow of memories,
With words I cannot explain.

Destruction is quiet,
While the car goes away.
A message travel across oceans,
Far away from you and me.

The future carries the garden
That in the suburbs helps us breath
A different kind of wind
Shapes us to be ourselves.

Home is not a place but a time,
And I hope it can be back.
The only way we can find safety
Is in our light, that never goes out.

sábado, 26 de abril de 2014

A solidão


A solidão chega com a Primavera
Domar a vontade não é resistir.
Os pássaros fazem questão de relembrar
Que o meu coração não tem como florir

Esquecimento chega onda após onda
E o arrependimento é trazido pelo vento.
O frio apodera-se dos meus ossos,
E a loucura do meu pensamento.

A máquina que me mantém vivo
Traz-me agora sofrimento.
Se pudesse agora viajar no tempo
Não olhava a nenhum impedimento.

A solidão chega com a Primavera
Peço-te que me consigas ouvir.
Pode ser que um dia consigar perceber
Que afinal algo pode mesmo florir.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

O ciclo

A ciclicidade transcendental da Natureza
revela-se numa serenidade assustadora.
O canto do vento nas folhagens despidas
traduz a diferença entre o pensar e o existir.

A Maquinaria, por seu lado vão,
acresenta ao mundo o senão.
Atingir um objectivo inexistente
é o rumo de toda a humanidade.

Sentimentos aumentam a fricção
da vida humana nos carris de pedra
que nos levam à destruição.

A bonança nasce então no mar,
trazida pelo ritmo das ondas,
que passaram mas vão voltar a chegar.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ar

O Mondego já não brilha aqui,
com tanta luz a matar a paixão.
Sem estrelas, asteróides ou cometas
não é possível viver qualquer ilusão.

Sufoca-me o ar da cidade,
sinto-me observado demais.
Aqui as gentes guardam segredos
e não há alegria por ti.

Ar do campo é o que preciso.
Sonho que aqui algo mude,
e luto para essa realidade.
À noite tudo volta para me atormentar.

Mas sou eu quem tem que mudar,
o altar do barulho ao caminhar,
não me vai deixar descansar.
Volto então para a solidão.

sábado, 6 de abril de 2013

Blues

I feel my blues
like an eagle with no land to rest
And I sing my blues
to believe I have a nest.

To believe is like to land,
a safety island in my thoughts.
Marry mother nature is my plan
but those trees are nothing but plots.


I feel my blues
like an eagle with no land to rest
And I sing my blues
to believe I have a nest.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

1355

Caminhando de regresso a casa
passo pelo passado,
pelo teu carro estacionado no tempo,
pela saudade de ouvir uma palavra.

Nunca é tarde demais, nunca.
A música de um sonho só acaba
quando a magia se esgota.
E Coimbra não existe sem magia.

Tradição do final infeliz
que faz do Mondego um ribeiro,
chegou no início de Janeiro.

Aproxima-se o dia do fim
e não serei justo ou cruel,
sou só palavras que escrevo neste papel.

terça-feira, 26 de março de 2013

Neve de amor

É o quebrar da última pedra
do meu castelo de forças,
quando a vontade de voltar a viver
se prende no medo de reconstruir.

Ventos sombrios de Inverno
teimam em não desistir,
a luz de um novo florir
tem a preguiça a comandar o trenó.

As memórias de tempos passados
com um sentimento seguro,
fecham os olhos ao presente
e ao pensamento ausente.

Eu espero um milagre do céu,
que sobre neve caia culpa
e na avalanche sentida
se crie um novo olhar.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Vertigem

Vertigem dá lugar a desilusão
e fecha-se o coração.
Esfola quando são os outros
Arde quando vem dos nossos.

A mentira da vida
é o pronuncio da morte.
Sobriedade psicótica
julgo não existir.

Luz, dêem-lhes luz
chega de vinho nos pensamentos
chega de não sentir,
reine a lucidez!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Desilusão é o fim.
O sonho dura até ao deitar.
A desilusão vai perdurar,
é uma cicatriz impossível de apagar.

Inexplicável não é,
mas sendo impossível de compreender,
torna-se sufocante relembrar.
A verdade desvanece no teu olhar.

A transformação é um enigma,
a realidade passa a mentira sem pesar.
As memórias destruídas,
trazem frio, de um local a decifrar.

E agora qual a salvação?
Fico com a marca na mão,
a imaginar o dia que está para vir,
o dia de pedir perdão.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Solta

Eu sou só um actor,
para então ser feliz
na vida que corre a negro
de todo o mal que te fiz.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Quando um cigarro não chega


Quando um cigarro não chega
E o copo se esvazia,
Sobra uma nuvem mágica,
De paixão e solidão.

Sonhos, é do que falo
São problemas adiados.
Fossem presente e não futuro,
E estaria o deserto atravessado.

Os trenós que vêm do polo,
Não trazem senão noites nubladas,
E os cães que tais trenós puxam,
Choram logo que param de trabalhar.

Quando um cigarro não chega
E um copo se esvazia
É hora de acordar,
Hora de voltar a sonhar.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Noite de morte

Sinto que passas por mim
mesmo se eu me afastar.
Choro então, por ti
ao lado do teu irmão mar.

Procuro na noite da morte
uma solução perdida.
Viajo na minha cabeça
tenho de conseguir sair dela.

Cheira a flores de primavera,
o peito aquece por dentro.
Chamam a isto fraquejar?
Eu prefiro continuar a acreditar.

Sei que precisas de mim
para o sorriso chegar.
Escrevo o olhar do pensamento,
sonhando que vai resultar.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Peão na civilização

Complicar para embelezar
a vida da incerteza.
Um verde que é parque
serve para me abrigar.

Música é lanterna,
que ilumina o caminho a seguir.
Mas não tem letra,
tem o luar.

Perdido na civilização,
achei-me no mato.
Será este o meu destino?
Sou aqui mero peão?

Não tem cura, mas tem solução:
apagar tudo do passado,
viver com mais emoção.
Não é nisto que tenho acreditado.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Viajo com os pés na estrada
descalços de tanto andar.
Luz azul numa zebra
é o mistério a questionar.

Tendo 6 braços passava
por cima desta barreira.
O ventro traz no regaço
o medo que anda esquecido.

Som de madrugada vem perto
e pronta para me acordar.
Acabou-se o sonho por hoje,
é tempo de sofrer a lembrar.

Um momento não é perdido,
se nos fizer inspirar.
Volta brisa do jardim trancado,
eu quero imaginar o futuro!

terça-feira, 12 de junho de 2012

A noite ri,
ri de me ver passar.

A voz que chama,
a voz da noite,
não quer falar.
Eu, fico à espera.

Canção de sempre
canção da memória;
é instrumental
e tem história.

Sem fuga
espero o resgate
Podes ir,
eu hei-de não ter onde chegar.

terça-feira, 20 de março de 2012

Sorrir até endoidecer

Quanto menos os olhos vêem
melhor se conhece a vida.
A ópera só é sentida
por quem não a pode ouvir.

Ouvir ao contrário sim,
ou ver o longe ao perto e versa-vice.
Olhar para cima e ver o fundo do mar
não é mais do que por a imaginação a funcionar.

Controlar estas visões é enriquecer
e se não é suposto desaproveitar segundos
certamente não é por aí que vou perder.
Mas devo então sorrir até endoidecer?

Se tudo parece um sonho, milagre!
O problema de não haver acordar,
é questão que não se põe.
É preciso não ter medo e vontade de lutar.